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DeCripto para Operações P2P e DeFi: Precisa Declarar em 2026?

25 de Agosto, 2026 8 min de leitura Azu Equipe Cripto Azul

Comprou Bitcoin via P2P no WhatsApp? Fez swap na Uniswap? Depositou em pool de liquidez na Aave? Se o total mensal passar de R$ 35.000, você precisa enviar a DeCripto.

Neste artigo, explicamos como a DeCripto se aplica especificamente a operações P2P e DeFi — as que mais geram dúvidas entre investidores.

🤝 Operações P2P: Quando Entram na DeCripto

Operações P2P (peer-to-peer) são compras e vendas feitas diretamente entre pessoas, sem intermediário centralizado. Exemplos:

⚠️ Atenção: O P2P da Binance é um caso especial. Mesmo usando a plataforma da Binance, a operação é classificada como P2P porque a Binance atua apenas como facilitadora, não como contraparte.

Quando o P2P exige DeCripto?

Quando o volume total de operações P2P no mês superar R$ 35.000. Isso inclui todas as compras, vendas e trocas somadas.

📝 Exemplo:

Lucas comprou R$ 20.000 em BTC via P2P no Telegram e mais R$ 18.000 em USDT via P2P na Binance. Total P2P no mês: R$ 38.000. Como ultrapassou R$ 35.000, Lucas precisa enviar a DeCripto.

🔗 Operações DeFi: O Que Entra na DeCripto

A DeFi (Finanças Descentralizadas) é um dos setores que mais cresce no cripto — e agora está explicitamente incluída na DeCripto. Veja o que deve ser declarado:

Tipo de Operação DeFiEntra na DeCripto?Exemplo
Swap em DEXSimTrocar ETH por USDC na Uniswap
Liquidity PoolSimFornecer liquidez no PancakeSwap
Empréstimo DeFiSimDepositar colateral na Aave
StakingSimStaking de ETH no Lido
Yield FarmingSimFarming de tokens em protocolo DeFi
Bridge entre chainsSimTransferir tokens via bridge Ethereum→Polygon
Mint de NFTSimComprar NFT diretamente de um smart contract

🔍 Como a Receita Rastreia P2P e DeFi?

Muitos acham que P2P e DeFi são "invisíveis". Não são. A Receita usa três mecanismos:

  1. On-ramp / Off-ramp: Quando você converte cripto em reais (ou vice-versa) via exchange ou banco, o rastro aparece
  2. Análise on-chain: A Receita contrata ferramentas como Chainalysis para rastrear transações em blockchains públicas (Bitcoin, Ethereum, etc.)
  3. Cruzamento CARF: Exchanges estrangeiras que intermediam P2P reportam dados via CARF

🚨 Risco real: Blockchains públicas são 100% transparentes. Toda transação fica registrada para sempre. A Receita pode não te encontrar hoje, mas o rastreamento retroativo é possível — e as multas acumulam.

📋 Como Declarar P2P e DeFi na DeCripto

  1. Registre cada operação: data, tipo (compra/venda/swap), valor em BRL, endereço da carteira
  2. Some o total mensal: se ultrapassar R$ 35.000, é obrigatório
  3. Organize no formato da Receita: use o Gerador de DeCripto da Cripto Azul
  4. Envie no e-CAC até o último dia útil do mês seguinte

💡 Dica importante: Para operações DeFi, mantenha screenshots das transações (hash de tx, endereço do contrato) como comprovante. A Receita pode solicitar documentação.

❓ Perguntas Frequentes

Comprei cripto via P2P por menos de R$ 35.000 no mês. Preciso declarar?

Não naquele mês. Mas some P2P + DeFi + exchange estrangeira. Se o total de operações fora de exchanges brasileiras ultrapassar R$ 35.000, é obrigatório.

Operações em MetaMask entram na DeCripto?

A MetaMask é uma carteira, não uma exchange. As operações feitas através da MetaMask (swaps, conexões com DEXs) é que entram na DeCripto. A carteira em si não reporta.

E se eu não tiver extrato das operações DeFi?

Use exploradores de blockchain como Etherscan ou BSCScan para consultar o histórico da sua carteira. Exporte as transações e organize no formato da Receita.

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